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Governo no Pico: Turismo rural nos Açores é para ser aproveitado

07 Maio 2009 [Regional]


O secretário regional da Economia considerou que o turismo rural é uma das actividades que mais tem crescido nos Açores e apresenta um potencial considerável que é preciso aproveitar.
Vasco Cordeiro falava numa visita às obras de adaptação de uma casa típica na Prainha de Baixo, no Pico, a alojamento de turismo em espaço rural.
O governante apreciou a obra em curso, integrada num conjunto de outras casas típicas já em utilização turística, que tem tido grande procura.
O empreedimento em causa representa um investimento de 88 mil euros, sendo comparticipado pelo Sistema de Incentivos ao Desenvolvimento Regional (SIDER), criado pelo Governo dos Açores.
Vasco Cordeiro visitou, também durante o dia de hoje, as obras de ampliação e reclassificação para 4 estrelas do Hotel Caravelas, situado na Madalena.
Com a realização deste investimento, que conta igualmente com o apoio público, a unidade hoteleira vai passar a dispor de 134 quartos duplos e três suites júnior, face aos 68 quartos anteriormente existentes.
O hotel passará a contar, também, com uma moderna rede de comunicações de voz e dados, com postos de acesso à Internet para os clientes.
Entretanto, o projecto para as novas instalações da Comissão Vitivinícola Regional já foi entregue, para efeitos de licenciamento, na Câmara Municipal da Madalena do Pico.

A informação foi avançada pelo secretário regional da Agricultura e Florestas, no final da reunião que manteve com aquela comissão vitivinícola.

Segundo afirmou Noé Rodrigues, o Governo já fez transferir para a Comissão Vitivinícola Regional algum apoio para o efeito e irá continuar a fazê-lo com vista a dotar aquele organismo de “instalações condignas”.

Na reunião, esteve também em análise um conjunto de propostas com vista a adaptar à Região a legislação recentemente alterada no Continente.

Conforme indicou o secretário regional, estas alterações visam “alargar o âmbito de intervenção da Comissão Vitivinícola Regional e dos próprios vitivinicultores”, bem como a representação dos produtores independentes no Conselho Geral e no Conselho Executivo da própria comissão regional.

Durante a tarde de hoje, Noé Rodrigues reuniu-se, também, com dirigentes da VERDATLÂNTICO, com quem analisou a evolução do sector das carnes ao longo dos últimos três anos.

Neste domínio, o secretário regional relevou “o forte impulso” que este sector conheceu nos Açores nos anos mais recentes, destacando o facto da Região estar a abater para consumo mais de 40 por cento daquilo que abatia antes, enquanto a exportação de animais em vivo decresceu em 37 por cento.

“Isto significa que o sector, finalmente, está a ter a possibilidade de potenciar novas oportunidades de negócio e a afirmar a carne dos Açores no mercado graças às utilização da rede de abate que entretanto construímos no arquipélago”, acrescentou.

Noé Rodrigues registou, igualmente, o crescimento que se registou no arquipélago no que diz respeito à atribuição de direito aleitantes aos produtores, situação que representa “muito rendimento para a fileira da carne”.

Na opinião do governante, importante para os produtores foi, também, a evolução verificada ao nível dos abates, que no curto espaço de três anos passaram de 32 mil para 62 mil animais.

Para Noé Rodrigues, tal situação traduz-se “num forte acréscimo do rendimento dos produtores de carne”, já que agora pagamos muitos mais apoios por animais abatidos na Região, “quando dantes esses apoios eram perdidos e no início rateados.”

Na reunião foram ainda discutidas algumas iniciativas que a VERDEATLÂNTICO projecta levar a cabo com vista afirmar e a divulgar a carne dos Açores no mercado.

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