O vice-presidente da câmara de Ponta Delgada defendeu a necessidade de se valorizar o património edificado e retirar daí exemplos para melhor se fazer no futuro.
“Temos a missão histórica de preservar e de fazer melhor no futuro”, afirmou José Manuel Bolieiro no contexto das comemorações do Dia Mundial dos Monumentos e Sítios em Ponta Delgada que a câmara assinalou com duas visitas guiadas: uma à Rua Ernesto do Canto e outra ao Cemitério de São Joaquim, onde foi depositada uma coroa de flores na campa de Antero de Quental, o poeta e o filósofo micaelense de projecção ibérica, no 170º aniversário do seu nascimento.
A parte da manhã foi dedicada à Rua Ernesto do Canto, uma artéria que, segundo o guia da visita, o historiador José de Almeida Mello, “pode ser considerada o monumento maior da malha urbana de Ponta Delgada”, pois, antes da construção da Avenida Infante D. Henrique era aquela artéria que ligava toda a zona de costa, do Campo de São Francisco, às Portas da Cidade, de São Pedro, à Calheta de Pêro Teive.
Na Rua Ernesto do Canto encontram-se preservadas moradias dos séculos XVI, XVII e mais recentes, na cronologia da história do tempo e da arquitectura da cidade.