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Relatório da ONU sobre drogas : Números são preocupantes

25 Junho 2009 [Internacional]


Pelo menos três em cada 100 pessoas em todo o mundo, com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, usaram pelo menos uma vez uma droga ilícita durante 2007, segundo um relatório das Nações Unidas ontem divulgado.
O Relatório das Drogas 2009, da Agência das Nações Unidas para Assuntos de Droga e Crime (UNODC), estima que em 2007 entre 172 milhões e 250 milhões de pessoas em todo o mundo com mais de 15 anos experimentou uma substância ilícita, o que representa entre cerca de 2,6 por cento e 3,7 por cento da população mundial.
Estes números abrangem os consumidores ocasionais, mas também, segundo a organização, as pessoas dependentes do consumo de drogas.
As Nações Unidas estimam que entre 18 e 38 milhões de pessoas em todo o mundo, entre os 15 e os 64 anos, tinham, em 2007, problemas de toxicodependência.
O documento refere igualmente que entre 11 e 21 milhões de pessoas, na mesma faixa etária, usaram drogas injectáveis durante o período em análise.
O relatório anual salienta que o consumo dos diferentes tipos de droga depende da região do mundo.
Na Europa, os opiáceos (derivados do ópio) representaram mais de metade (59,7 por cento) do consumo total de drogas, seguidos pela canabis (19,5 por cento), pelas anfetaminas ou outro tipo de estimulantes (10,9 por cento) e pela cocaína (8,4 por cento).
Já no continente africano, a canabis foi o tipo de droga mais consumido, cerca de 63 por cento, enquanto na América do Sul a cocaína representou 52,1 por cento do consumo.
Na América do Norte, os indicadores das Nações Unidos referem que o consumo principal foi repartido pela cocaína (33,5 por cento), canabis (23,3 por cento) e opiáceos (20,7 por cento).
No continente asiático, o consumo foi dominado pelas substâncias derivadas do ópio, que incluem a heroína, que representaram quase dois terços (64,6 por cento), enquanto na Oceânia foi a canabis (47 por cento) a droga mais consumida.
Do lado dos produtores, o relatório das Nações Unidos avança números referentes a 2008 que indicam que se verificou uma "encorajante diminuição" nos níveis de produção de cocaína e de heroína.
O documento revela, por exemplo, que o cultivo de papoilas de ópio no Afeganistão sofreu uma quebra de 19 por cento, enquanto as plantações de coca na Colômbia registaram um decréscimo na ordem dos 18 por cento.
Em contraste, existiu um agravamento, a nível mundial, da produção e circulação de anfetaminas e de outros estimulantes de origem química.
O documento das Nações Unidas aponta que as apreensões deste tipo de substâncias ilícitas têm vindo a aumentar.
A ONU alertou ainda para uma expansão da produção deste tipo de substâncias para vários países, onde são utilizadas diferentes técnicas.
Em 2007, cerca de 30 por cento das apreensões mundiais de anfetaminas foram feitas no Médio Oriente.

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