Intel e dados económicos : Bolsas mundiais regressam aos dias de fortes ganhos
16 Julho 2009 [Internacional]
As previsões animadoras da Intel, a recuperação dos preços das matérias-primas e dados económicos animadores. São estas as razões que explicam o regresso das bolsas mundiais aos dias de fortes ganhos, com Wall Street a subir perto de 3% e a Europa a registar a maior subida em seis semanas.
Depois do “rally” que teve início em Março ter perdido força em finais de Maio, as bolsas mundiais passaram por um período de correcção no último mês, com os alguns investidores a realizarem mais-valias e outros a considerarem que os ganhos foram excessivos.
A época de apresentação de resultados do segundo trimestre é o principal teste para saber se o “rally” tem pernas para andar e para já as notícias são animadoras.
Ontem o Goldman Sachs anunciou, antes do início da sessão, que obteve lucros recorde e, depois do fecho, a Intel anunciou perspectivas de resultados mais optimistas do que os analistas estavam à espera.
Além dos resultados das empresas estarem a ser positivos, também a economia continua a dar sinais de recuperação nos Estados Unidos. Foi ontem revelado que o sector manufactureiro na região de Nova Iorque contraiu ao ritmo mais baixo do último ano.
A valorização das matérias-primas, com o crude em Nova Iorque a negociar ontem acima dos 62 dólares, está também a suportar as empresas deste sector.
Em Wall Street o Dow Jones avança 2,23%, o Nasdaq ganha 2,79% e o S&P 500 sobe 2,23%. Os índices marcam a terceira sessão de ganhos consecutivos, período em que subiram mais de 4%, sendo que o S&P 500 voltou a estar positivo no ano.
Na Europa, a maioria dos índices subiu mais de 3%, o que representa o ganho mais acentuado em seis semanas. A maioria dos índices está também com saldo positivo em 2009. Em Lisboa, que ontem subiu menos que as restantes praças europeias devido à queda do BCP, a valorização de 2009 é de 13,43%.
Os investidores estão confiantes que os últimos dados das empresas e da economia mostram que o pior da recessão está já para trás.
“O facto de a Intel e o Goldman Sachs, dois ‘players’ globais enormes, terem apresentado números positivos e surpresas positivas, dá ao mercado alguma pressão compradora”, referiu um operador de mercado à Bloomberg.
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