Duarte Freitas, do PSD/Açores: O PS/Açores “deixou de governar a meio ano das eleições”
15 Junho 2012 [Regional]
O PSD/Açores traçou ontem um quadro negativo da actual situação da região, acusando o candidato socialista às eleições regionais previstas para outubro de prometer o que os executivos liderados pelo PS/Açores “nunca foram capazes de fazer”.
“O candidato a presidente do governo do PS promete hoje o que os governos que integrou nunca foram capazes de fazer, como se o passado não existisse e o futuro fosse uma doce ilusão”, afirmou Duarte Freitas, líder parlamentar do PSD, numa declaração política na Assembleia Legislativa dos Açores.
“Cortina de fumo
socialista...”
Duarte Freitas, que se referia a Vasco Cordeiro, candidato do PS/Açores à presidência do executivo regional, ex-membro do governo açoriano e atual deputado regional, acusou os socialistas de se remeterem a “uma atitude de fuga e a uma postura de protesto como cortina de fumo para disfarçar a sua herança e a crise social e económica que se vive nos Açores”.
Para o PSD, essa “herança” socialista inclui mais de um terço das famílias açorianas a viver abaixo do limiar da pobreza, mais de 17 mil desempregados e mais de 3,3 mil milhões de euros de responsabilidades financeiras futuras.
“Esta é a realidade que emoldura a candidatura do PS a 20 anos de poder”, afirmou Duarte Freitas, referindo-se aos 16 anos do PS no governo regional e à sua candidatura a mais quatro.
Duarte Freitas disse ainda que o PS “a meio ano de eleições, deixou de governar. Projectos e medidas que até há pouco tempo eram importantes e estruturantes, são agora abandonados e desvalorizados”.
Vasco Cordeiro: “Exercício
De politiquice”
Na resposta, Vasco Cordeiro, do PS, considerou a intervenção do líder parlamentar do PSD um “exercício de politiquice”, salientando que Duarte Freitas “tentou justificar o injustificável, dar uma ideia errada do que é o posicionamento do PS nestas eleições”.
Nesse sentido, defendeu a necessidade de se deixar “que os açorianos julguem” as propostas que cada partido lhes apresenta.
A questão das propostas eleitorais esteve também no centro da intervenção de Artur Lima, do CDS-PP, que questionou a forma como o PSD pretende financiar as propostas que tem vindo a fazer aos eleitores.
“Com a situação económica que temos, quero saber como se financia tudo isso”, afirmou, dando como exemplo as promessas de Berta Cabral, candidata do PSD à presidência do Governo dos Açores, relativas ao ordenado garantido a jovens empreendedores e à criação de uma rede de ferries para assegurar ligações marítimas diárias entre as ilhas dos Açores.
“Apelo aos açorianos que analisem com rigor as propostas que são feitas”, frisou, acrescentando que não devem acreditar que “neste tempo de crise é possível voltar aos tempos das vacas gordas”.




