Entre Janeiro e Abril: Produção de leite cresce 19 milhões de litros nos Açores
15 Junho 2012 [Regional]
A produção de leite cresceu de Janeiro a Abril deste ano na ordem dos 19 milhões de litros, passando neste período de 179.890 mil litros para 198.858 mil litros. O maior crescimento ocorreu em São Miguel (mais 11,3 milhões de litros), passando de 113,6 milhões para 124,9 milhões de litros. A produção de leite em São Miguel tem vindo a crescer na ordem dos três milhões de litros por mês.
Entretanto, o eurodeputado açoriano Luís Paulo Alves chamou à atenção no Parlamento Europeu para a situação critica da fileira do leite e dos produtos lácteos em muitos países e regiões europeias, “pela presença de excedentes e descidas de preços preocupantes nos mercados, com impacto graves nos produtores, decorrente de um aumento da produção leiteira que desequilibrou o mercado”.
Para o deputado Luís Paulo Alves, esta crise faz lembrar a que teve início em 2007, “só que agora, os produtores, a par da descida dos preços, enfrentam também aumentos consideráveis nos custos da sua exploração derivados da escalada dos preços dos combustíveis, dos alimentos e dos fertilizantes”.
Na sua intervenção, o eurodeputado disse que hoje se assiste à colocação de produtos excedentários dos países mais produtivos “a preço de saldo” nos mercados de outros Estados Membros, colocando “uma pressão adicional na descida do preço pago aos produtores nesses países”.
A título de exemplo, referiu um estudo das Uniões Agrárias que demonstra que a mesma marca branca de leite UHT de uma multinacional francesa é vendida na sua cadeia em França, num intervalo de preço entre 88 a 98 cêntimos, enquanto na mesma cadeia na Galiza varia entre os 48 e os 53 cêntimos.
No seu entender “este é apenas um exemplo do que podem ser no futuro as consequências de um mercado sem quotas leiteiras ou instrumentos que ajustem a oferta à procura, no pós 2015. Há que reconhecer que estamos a enfrentar condições muito diferentes do contexto que vivíamos quando a UE decidiu abolir os instrumentos de regulação”, afirmou.
Deste modo, de acordo com o eurodeputado, a prometida “aterragem suave” para a eliminação das quotas, “está longe de estar a acontecer, o que exige soluções e empenhamento”.
Interpelando o Comissário John Dalli, o deputado defendeu “a necessidade de se proceder a uma auditoria circunstanciada do impacto territorial sobre os milhares de explorações agrícolas que produzem na UE, e não apenas do ponto de vista macroeconómico, antes de se proceder à eliminação dos mecanismos actuais”.




