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No último adeus a Fábio Pires: Ovação sentida

17 Julho 2012 [Desporto]

Uma prolongada salva de palmas, quando a urna descia à terra no cemitério de Santa Cruz, na Lagoa, marcou a despedida a Fábio Pires.
O futebolista de 29 anos de idade, faleceu, subitamente, na noite de quinta-feira passada, em Ponta Garça, quando jogava com os amigos, uma partida de futebol de sete.
O funeral contou com dezenas de pessoas, vendo-se muitos colegas que jogaram com Fábio Pires no Operário, onde esteve 12 anos, e no Santiago, onde iria cumprir a quarta época consecutiva. Os presidentes dos clubes de Água de Pau, Octávio Cabral, e do Operário, Gilberto Branquinho, assim como os irmãos de Fábio Pires, estavam inconsolados.
Após a urna descer à cova, os acompanhantes do cortejo fúnebre mantiveram-se, silenciosos, largos minutos, num sentimento comum de ainda tentarem compreender como a vida é tantas vezes cruel, retirando a gente jovem, aparentemente saudável, a possibilidade de continuar a sonhar, a conviver, a praticar desporto, enfim, a viver. Em segundos a alegria contrasta com a tristeza.
A morte súbita de praticantes desportivos com menos de 35 anos de idade, continua por descortinar, mas é responsável por cerca de 30 falecimentos por ano. As causas, segundo o médico cardiologista Nabil Ghorayeb, devem-se a doenças genéticas e infecciosas no coração, que não são detectadas em exames simples, sendo muitas vezes confundidas com o “coração de atleta”.
Não é a primeira vez que um desportista morre em S. Miguel a praticar futebol fora da competição oficial. Paquete, jogador do Marítimo de Ponta Delgada, faleceu quando jogava com amigos no Pico da Pedra. Um antigo atleta de equipa do INATEL, natural de Feteiras, também faleceu a jogar com amigos. Há cerca de 25 anos, um atleta do Ribeirinha Futebol Clube morreu quando tomava duche após ter competido para o campeonato de ilha. Durante as competições oficiais, não consta nenhuma morte súbita na ilha de S. Miguel.

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