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Ribeira-Chã reclama novo loteamento habitacional mas Governo não cede à pressão

20 Agosto 2012 [Regional]

A Presidente da Junta de Freguesia, Albertina Oliveira, aguarda uma visita da Secretaria
da Habitação à freguesia, ainda por agendar, mas o Director Regional garante que este é
um assunto arrumado porque todos os terrenos analisados não têm condições para construir...


A freguesia da Ribeira Chã, concelho de Lagoa, debate-se com um sério problema: falta de habitação para os casais jovens. A Junta de Freguesia apresentou, há muito tempo, um projecto de criação de um loteamento habitacional, que segundo a presidente da Junta de Freguesia, “por razões diversas o projecto nunca avançou”. Na sequência de uma reunião que teve, e após indicação do encerramento da escola, revela: “Demonstrei a minha preocupação por a freguesia começar a ficar desertificada. Manifestei a minha convicção da necessidade de se avançar com o projecto habitacional o mais breve possível, para que se pudesse fixar as pessoas à terra, principalmente os jovens casais porque não há um número de habitações suficiente para ali fixar as pessoas. Na sequência deste encontro, Já enviei um email à senhora secretária do Trabalho e Solidariedade Social a relembrar a reunião que tivemos na freguesia e
ficou decidido que dentro em breve a governante vai visitar a freguesia. Ainda não agendou uma data, mas vai agendar connosco, de forma a estudarmos esta proposta”. Contudo, o Correio dos Açores apurou junto do Director Regional da Habitação, Carlos Faias, que não há qualquer intenção de visitar a freguesia com este propósito, pois está mais do que claro que não existem bolsas de terreno apropriadas para construção nova e que a solução passa, como já foi transmitido aos responsáveis autárquicos do concelho de Lagoa, por aproveitar as casas devolutas que existem e proceder à sua reconstrução, em alguns casos, e noutros a obras de remodelação e beneficiação.
Albertina Oliveira garante ao nosso jornal que a falta de habitação para jovens casais é um problema que se tem vindo a arrastar há muito tempo, o que tem sido um impedimento à fixação de jovens na terra. “Antes era o Plano Director Municipal que o impedia. Depois apresentamos uma proposta de um espaço que depois de um estudo do Laboratório de Engenharia Civil veio a saber-se que a zona proposta é inadequada para a habitação. A Secretaria da Habitação disse que ia avançar com um novo estudo, e por isso estamos a aguardar que após a visita da Senhora Secretária esta solução possa ser encontrada”. Uma situação que nesta legislatura, ao que parece, não tem qualquer viabilidade, uma vez que a posição da Secretaria é de aproveitar as habitações que existem e não de construir novas moradias.

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